24 de dez de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Aqui está um dos maravilhosos livros que eu tive o prazer de ler neste livro. Marina certamente está na minha lista de favoritos. Que tal conferir essa resenha?


Sinopse:

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos. Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Oscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro. 


Minha opinião
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, na verdade, sempre discordei deste clichê, mas neste caso, se faz necessária uma alteração no ditado popular: Marina vale mais mil palavras. Há termos suficientes para descrever essa obra. Pouquíssimas vezes um livro fez o meu coração querer saltar pela garganta. Favoritei, adorei, amei! 
Eis aqui uma obra de arte, cheia de nuances, que você nunca se cansa de ver, rever e pedir bis. Marina é um livro cheio de metáforas, lições e frases, daquelas que se anota num papel e guarda-se este num lugar especial. 
A história é ambientada na Barcelona de 1980. Temos Óscar, um garoto que estuda num internato, que, graças a sua curiosidade, acaba entrelaçando a sua história com a de Marina, uma menina inteligente que sonha ser escritora, porém guarda um segredo que no final do livro revelar-se-á e faz com que os leitores debulhem-se em lágrimas. Juntamente com Marina, temos o seu pai Germán, um homem de idade avançada que na sua juventude era pintor.
O suspense começa a ocorrer a partir do momento que Óscar e Marina decidem ir atrás de uma misteriosa dama de preto, que todo último domingo do mês visita o mesmo túmulo sem identificação, e desde então, a vida de todos muda drasticamente. 
Impressionei-me com a escrita do espanhol Carlos Ruiz Zafón, rica em detalhes e descrições. Aqui está um livro que me surpreendeu desde o início. Tem aventura, suspense, romance e drama, tudo dosado com uma perfeição ímpar. Confesso, tenho um certo preconceito em relação a livros com menos de 200 páginas, mas Marina me fez rever os meus conceitos, provando que não é preciso um grande enredo repleto de episódios para se contar uma história inesquecível.

PS: fiz questão de separar um dos trechos mais emocionantes deste livro, a descrição de Óscar segundo Marina, pouco antes do seu falecimento:


"Meu amigo Óscar é um desses príncipes sem reino que andam por aí esperando que você o beije para se transformar em sapo. Entende tudo ao contrário, acho que é por isso que gosto tanto dele: as pessoas que acham que entendem tudo direito acabam fazendo tudo às avessas, e isso, vindo de alguém que vive metendo os pés pelas mãos, é muita coisa. Ele olha para mim e pensa que não estou vendo. Imagina que vou evaporar se ele e tocar e que, se não me tocar, quem vai evaporar é ele. Óscar me colocou num pedestal tão alto que não sabe mais como subir. Acha que meus lábios são a porta para o paraíso, mas não sabe que estão envenenados. Sou tão covarde que, para não perdê-lo, não digo nada. Finjo que não estou notando e que vou mesmo evaporar…
Meu amigo Óscar é desses príncipes que deveriam se manter afastados dos contos de fadas e das princesas que guardam. Não sabe que é o príncipe azul quem tem de beijar a bela adormecida para que ela desperte de seu sono eterno, mas isso acontecer porque Óscar não sabe que todos os contos são mentiras, embora nem todas as mentiras seja contos. Os príncipes não são encantados e as adormecidas, embora belas, nunca despertam de seu sono. É o melhor amigo que tive na via e se algum dia eu der de cara com Merlin, vou agradecer por ter colocado Óscar em meu caminho."




Mais informações e outras resenhas: aqui!

21 de dez de 2012


Todos prontos para o fim do mundo? haha Em clima totalmente natalino, teremos hoje um Aperte o play! totalmente temático, englobando diversos gêneros músicas com clipes que envolvam o Natal. Vamos lá?
  • Justin Bieber- Mistletoe


  • Coldplay- Christmas Lights


  • The Killers- The Cowboy's Christmas Ball


  • Colbie Caillat - Christmas In The Sand




17 de dez de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Férias começando e o que isso significa? Mais tempo para os meus amados livros! Desta vez trouxe a resenha do livro Cidade das Cinzas, segundo volume da série Os Instrumentos Mortais, de Cassandra Clare.

Você pode conferir a resenha do primeiro volume da série, Cidade dos Ossos, aqui!

Sinopse:
Clary Fray só queria que sua vida voltasse ao normal. Mas o que é “normal” quando você é uma Caçadora de Sombras assassina de demônios, sua mãe está em um coma magicamente induzido e você de repente descobre que criaturas como lobisomens, vampiros e fadas realmente existem? Se Clary deixasse o mundo dos Caçadores de Sombras para trás, isso significaria mais tempo com o melhor amigo, Simon, que está se tornando mais do que só isso. Mas o mundo dos Caçadores não está disposto a abrir mão de Clary — especialmente o belo e irritante Jace, que por acaso ela descobriu ser seu irmão. E a única chance de salvar a mãe dos dois parece ser encontrar o perverso ex-Caçador de Sombras Valentim, que com certeza é louco, mau... e também o pai de Clary e Jace. Para complicar ainda mais, alguém na cidade de Nova York está matando jovens do Submundo. Será que Valentim está por trás dessas mortes? E se sim, qual é o seu objetivo? Quando o segundo dos Instrumentos Mortais, a Espada da Alma, é roubada, a aterrorizante Inquisidora chega ao Instituto para investigar — e suas suspeitas caem diretamente sobre Jace. Como Clary pode impedir os planos malignos de Valentim se Jace está disposto a trair tudo aquilo em que acredita para ajudar o pai? Nessa sequência de tirar o fôlego da série Os Instrumentos Mortais, Cassandra Clare atrai os leitores de volta para o lado mais obscuro do submundo de Nova York, onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. 


Minha opinião:
 Tão misterioso e eletrizante quanto o primeiro livro da série, Cidade das Cinzas é a continuação perfeita, que dá nós em linhas soltas e desata outras tantas meadas que dão um linha de prosseguimento excelente para o terceiro livro, Cidade de Vidro.
No livro permanece a escrita detalhista da escritora, a intertextualidade com Harry Potter (porém menos forte) e o romance, ah sim, o romance.
A personalidade totalmente particular de cada personagem da história dá a graça do livro. Nada de donzelas indefesas, heróis sem defeitos ou relacionamentos perfeitos. Cidade das Cinzas, assim como os outros livros da série, mostram indivíduos dotados de poderes especiais, mas nem por isso são divinos. 
Clary começa a entender o que se passa no Mundo Invisível e Valentim, seu perverso pai, volta a atacar, desta vez roubando a Espada da Alma. Entrelaçado a isso temos as mortes misteriosas de membros do Submundo e Simon que finalmente declara seu amor platônico por Clary, que é apaixonada pelo irmão, Jace. 
A autora não peca em nenhum momento, apesar de Cidade das Cinzas não se desenrolar com a mesma agilidade do primeiro volume da série e como a própria sinopse do livro nos diz, aqui temos uma sequência de tirar o fôlego, "onde amar nunca é seguro e o poder se torna a mais mortal das tentações. "


Mais informações e resenhas deste livro: aqui!

10 de dez de 2012

Para diversificar um pouco o roteiro de sempre, trago um dos melhores contos de Clarice Lispector, presente no livro Felicidade Clandestina. Leia!




Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria.
Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".
Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.
Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.
Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.
Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.
No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.
Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.
E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.
Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.
Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler!
E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer.
Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo.
Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar… Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo.
Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 

3 de dez de 2012

Passaporte Carimbado

Como o objetivo do Passaporte Carimbado não é, somente, falar sobre roteiros típicos de viagens e sim mostrar lugares diferentes, aqui estamos para falar sobre um museu a céu aberto. O destino do Passaporte Carimbado de hoje é Santorini, na Grécia! Bem-vindos à bordo!


Santorini é um arquipélago vulcânico circular localizado no extremo sul do grupo de ilhas gregas das Cíclades, no mar Egeu, a cerca de 200 km da cidade de Atenas.
Santorini é o vulcão mais ativo do denominado Arco Egeu, sendo constituída por uma grande cadeira submersa, rodeada pelos restos dos seus flancos. A forma atual da ilha deve-se, em grande parte, à erupção que há aproximadamente 3.500 anos (cerca de 1680 a.C) atrás destruiu o seu território.
Em Santorini, casas foram escavadas na rocha vulcânica porosa (que sobraram de uma grande explosão vulcânica há muitos anos, que afundou o centro da ilha). Partes dessas casas são visíveis e o cenário que resulta é geralmente entendido como sendo tipicamente grego.
As igrejas de Santorini (imagem no início do post), embora muitas no estilo arquitetônico cubista , mostram a influência ocidental no seu tamanho relativamente grande.As Igrejas de Santorini são uma característica da ilha. É em Oía que atingem o máximo esplendor mas também há bonitas igrejas em Firá, Firostefani e em Imerovigli. O azul das cúpulas combina com o azul do Mar Egeu.
Assim, antes do terremoto de 1956, haviam cerca de 260 igrejas na ilha. A fachada das igrejas e catedrais é dominada pela presença de torres gêmeas. Os mosteiros de Santorini são enormes, muitas vezes lembram fortalezas, como o Mosteiro de Profitis Ilias. Eles têm um pátio interior, arcadas e torres impressionantes.
As praias não são o ponto forte da ilha já que são de areia escura, algumas pretas de origem vulcânica, mas há inúmeros programas imperdíveis, como o pôr-do-sol na Vila de Óia, tido, por muitos, como o mais lindo pôr-do-sol do mundo.
Além de oferecer diversas opções de serviços, hotéis de luxo e vida noturna, pode-se curtir também diversas rotas de  caminhadas que revelam a beleza de Santorini que está escondida em suas montanhas, nas praias inacessíveis e nos seus caminhos vulcânicos.

Mais informações/detalhes sobre passeios: aqui, 


Quem ficou encantado com esta ilha e está louco para conhecê-la? Comente aí!

29 de nov de 2012

Resenha Literária

Uma história sobre reflexão e como você, ser humano comum, pode ajudar a mudar o mundo. Hoje trago a resenha do livro O Vendedor de Sonhos (Vol. 1- O Chamado) de Augusto Cury.



Sinopse 

Um homem desconhecido tenta salvar da morte um suicida. Ninguém sabe sua origem, seu nome sua história. Proclama aos quatro ventos que a sociedades modernas se converteram num hospício Global. Com uma eloqüência cativante, começa a chamar seguidores para vender sonhos. Ao mesmo tempo em que arrebata as pessoas e as liberta do cárcere da rotina, arruma muitos inimigos. Será ele um sábio ou um louco? Este é uma romance que nos fará rir chorar e pensar muito.


Minha opinião

 "O Vendedor de Sonhos", com um título desses é de se jogar nessa leitura com a certeza de que esta será incrível, correto? Neste caso, errado.

O título, a sinopse, tudo promete um leitura reflexiva e agradável, entretanto, para mim, não foi. Achei, em grande parte do tempo, o livro monótono, sem muita movimentação. A cada página repetia-se as palavras 'psique' ou então 'sociedade' e isso persiste até o fim.

O Vendedor de Sonhos conta a história de Júlio Cesar, que à beira de um edifício tenta o suicídio, quando aparece um senhor de péssima aparência que começa a instigá-lo e propõe que ele acompanhe-o na sua venda de sonhos.

Depois disso, segue uma avalanche de propostas utópicas de como melhorar a sociedade e trasformar o mundo. Tirando o fato da seguir a linha párabolas de Jesus Cristo, que me descativou desde o princípio. Desde o ínicio tem-se a impressão de estar lendo um livro de auto-ajuda não intítulado desta forma, e para quem não é fã deste estilo, torna-se excessivamente maçante.

Passa-se então 250 páginas com uma vontade louca de largá-lo, porém, no finalzinho, os fatos começam a desenrolar mais rápidamente e o desfecho realmente me surpreendeu. Todavia, neste caso, não pode-se fazer valer o fechamento pela história enfadonha toda.

Augusto Cury, escritor e psiquiatra brasileiro, tem certamente uma sensibilidade diferenciada das demais, escrita simples e cheia de metáforas, itens que fariam qualquer um pegar o livro para ler e no mínimo se emocionar, e foi o que aconteceu com uma parcela dos seus leitores, entretanto, não comigo. Só li porque realmente não gosto de abandonar um livro, com a sensação de que ele poderia ter melhorado e eu perdido uma grande história. Claro que gostos são gostos, como dizem, mas particularmente não gostei e não indicaria.


"Partiu sem direção, sem agenda, vivendo cada dia sem pressa, sem mapa, como o vente que sopra e ninguém sabe de onde vem, nem para onde vai..."
(O Vendedor de Sonhos, pág 289)

Mais informações e outras resenhas: aqui;

Já leste um livro deste autor? O que achou? Comente!

26 de nov de 2012

Que tal assistir?

Para começar a semana num clima de suspense, que tal assistir O Sexto Sentido?


Sinopse

O psicólogo infantil Malcolm Crowe (Bruce Willis) abraça com dedicação o caso de Cole Sear (Haley Joel Osment). O garoto, de 8 anos, tem dificuldades de entrosamento no colégio e vive paralisado de medo. Malcolm, por sua vez, busca se recuperar de um trauma sofrido anos antes, quando um de seus pacientes se suicidou na sua frente.


Para quem se interessou pelo filme, aqui está o link onde você pode assistir o filme completo: O Sexto Sentido- Youtube




22 de nov de 2012

Passaporte Carimbado

Bem-vindos novamente! O Passaporte Carimbado de hoje tem uma escala direta com a Ilha do Encanto, Porto Rico. Que tal conhecer San Juan?


San Juan, capital e maior cidade de Porto Rico, situa-se no nordeste da ilha e inclui um centro histórico de arquitetura secular, com portos ainda ativos e fortes militares datados dos séculos XVI-XIX, além de fantásticas praias, museus, parques e diversos outros tipos de lazer.
Mundialmente conhecida pela salsa e pelo clima tropical, San Juan possui diversas alternativas de entretenimento, como o Casino de Porto Rico, um grande edifício com um candelabro de 3,7 metros e uma enorme sala de baile, construído pouco antes da I Guerra Mundial. Há também o Teatro Tapia, construído em 1832, é um dos mais antigos teatros do Hemisfério Ocidental e o Parque Muñoz Rivera, situado à beira-mar, é um ótimo local para passeios a pé.
Para passeios com intuito histórico e cultural, há diversos museus, como o La Princesa. Com belas vistas sobre a Baía de San Juan, trata-se de uma antiga prisão, que atualmente é um museu de história. Foi construída em 1837, e é um edifício muito bonito, rodeado por um muro, possui uma bela fonte e muitas árvores. Também há o Ateneo de Puerto Rico. Fundado em 1876, é a maior instituição cultural do país.
Opções para sair à noite e dançar não faltam. O El Patio de Sam é um dos bares mais populares com uma boa variedade de cervejas. O Rumba é outro bar bastante frequentado onde foram filmadas algumas cenas do filme Dirty Dancing: Noites de Havana.
Uma alternativa de luxo para a hospedagem é o El Convento Hotel. Situado no coração de San Juan, este pequeno hotel de luxo foi um convento até fins do século XIX. Tem piscina no telhado e vistas espetaculares do Viejo San Juan. Há também o Courtyard by Marriott Isla Verde, um  hotel situado na maravilhosa praia de Isla Verde, a minutos do aeroporto internacional de San Juan, com vários restaurantes e um casino.
A 90 minutos ao sul de San Juan pode-se conhecer Ponce, segunda maior cidade de Porto Rico. Banhada pelo Mar do Caribe, possui um dos melhores carnavais de Porto Rico, que leva para as ruas foliões vestidos com máscaras de papelão que lembram figuras demoníacas.
Porto Rico sendo um Estado livre associado aos Estados Unidos requer visto americano no passaporte para entrar e a moeda corrente é o dólar ianque. A língua oficial é o espanhol, entretanto, em grande parte dos estabelecimentos há funcionários que falam inglês.


Fontes/maiores informações: aqui e aqui;

Já conhece a Ilha do Encanto? Comente então!

18 de nov de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Mais uma vez temos um livro de crônicas da gaúcha Martha Medeiros como tema da resenha semanal (que pelo menos deveria ser semanal...)  Vamos lá?


Sinopse - Non-Stop - Crônicas do Cotidiano
Vivemos um tempo de manchetes espetaculares explodindo nos jornais; a vida passa ao vivo pela TV e todos nós acabamos por compartilhar planetariamente os dramas do mundo. E se por um lado há o grande mundo que todos vêem pela televisão, por outro, há o pequeno e anônimo mundo de cada um de nós. O cotidiano dos milhares de pessoas que circulam pela cidade grande com suas incertezas, alegrias, dúvidas, paixões, dramas e esperanças.
Martha extrai da complexidade dos tempos que correm a reflexão que atinge e aquece o coração dos seus leitores. E por isso é admirada. Cronista de sucesso, é autora dos best-sellers "Trem-Bala" e "Divã" (ambos adaptados com sucesso para o teatro). Poeta de rara sensibilidade, publicou vários livros de poesia com reconhecimento de público e crítica. Uma escritora que se destaca como uma das grandes vozes da literatura contemporânea brasileira.



Minha opinião: Ler Martha Medeiros é como observar a infinitude do Grand Canyon, ouvir uma música e pensar: "cara, parece que esta canção foi escrita para mim!" É isso que sinto toda vez que degusto as crônicas e os livros desta gaúcha fantástica. Gosto, adoro, amo. Leio bem devagar só para ter a sensação de que vai durar mais, de que ela sempre dormirá na cabeceira da minha cama. Assim como uma leve brisa num dia escaldante, Non-Stop é uma refrescante pausa que me presenteava todo final de dia. Dormir após ler Martha Medeiros é sonhar, ou então, no mínimo, dormir tranquilamente.
Ela instiga, provoca, apaixona. Quando leio suas crônicas tenho a sensação de que não sou a única 'louca' que pensa de uma forma diferente (ou melhor, exclusiva) dos demais.
As crônicas foram escritas no início deste milênio, porém, continuam tão vívidas e reais como se tivessem sido escritas ontem. Um retrato fiel do dia-a-dia feito por uma mulher que vê o mundo de um jeito totalmente particular.
Para quem acaba o livro, fica aquele gostinho de quero mais que pode ser substituído por qualquer outro livro de crônicas da escritora, afinal Martha Medeiros sempre será uma leve brisa que nos distraí do preto e cinza excessivos do cotidiano.

"Comece a correr atrás dos seus sonhos, a valorizar as coisas simples e a zelar pelo o que só você tem: sua vida. Aos deuses, peça apenas que não interfiram."
(Non-Stop, pág 178)



17 de nov de 2012

Enquanto a inspiração para uma nova resenha literária não vem, confere aí mais um Aperte o play!
especial Ritmos Latinos (e não, não estou falando do cara do 'com tudo/kuduro' ) !
  • Corazón Espinado (feat. Santana) - Maná



  • Shakira - La Tortura (feat. Alejandro Sanz)




  • Torero- Chayanne




  • La camisa negra- Juanes


  • Mi Delirio - Anahí




Espero que tenham curtido e até mais um Aperte o play!

10 de nov de 2012

Passaporte Carimbado

O destino de hoje é a lendária Machu Picchu, vamos lá?


Um dos maiores monumentos arquitetônicos do planeta e o mais importante sítio arqueológico das Américas, Machu Picchu fica a 120 Km de Cusco, a capital do Império Inca, que dominou a América Andina até o início do século XVI.
 Machu Picchu significa 'velha montanha' em Quéchua, língua nativa,  é considerado um local místico, o mais importante ponto turístico do Peru. Há apenas duas maneiras de chegar até a cidade: pela clássica Trilha Inca ou por trens vindos de Cusco
Um dia é suficiente para conhecer Machu Picchu, partindo e voltando de Cusco no mesmo dia. Mas o ideal é pernoitar, o que pode ser feito no Machu Picchu Santuary Lodge (opção de luxo, hotel adjacente às ruínas) ou em Aguas Calientes.
Para visitar Machu Picchu o ideal é planejar a viagem para abril, maio, junho, setembro e outubro. Nos demais meses chove há muita movimentação de turistas. Lembrando que o visto não é necessário.

Informações indispensáveis para quem for viajar aqui. Mais detalhes sobre esta cidade que é uma das 7 novas maravilhas do mundo aqui;
Neste link há um roteiro para quem queira se aventurar com uma mochila, muita coragem e pouco dinheiro no bolso.


7 de nov de 2012

Que tal assistir?

Para hoje recomendo-lhes um filme de drama: "Sempre ao seu lado". Que tal assistir?


Sinopse: Parker Wilson é um professor universitário que, ao retornar do trabalho, encontra na estação de trem um filhote de cachorro da raça akita, conhecido por sua lealdade. Sem ter como deixá-lo na estação, Parker o leva para casa mesmo sabendo que Cate , sua esposa, é contra a presença de um cachorro. Aos poucos Parker se afeiçoa ao filhote, que tem o nome Hachi escrito na coleira, em japonês. Cate cede e aceita sua permanência. Hachi cresce e passa a acompanhar Parker até a estação de trem, retornando ao local no horário em que o professor está de volta. Até que um acontecimento inesperado altera sua vida.

4 de nov de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Cassandra Clare, escritora de  fanfics sobre Harry Potter nas horas vagas, é autora da série Os Instrumentos Mortais, a série que tornou-se a minha (e de vários outros leitores) 'queridinha' dos últimos tempos. Quer conferir a resenha sobre o primeiro livro da série? Apresento-lhes 'Cidade dos Ossos'



Sinopse  Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria.


Minha opinião: 
Por uma obra do destino, comecei a ler esta série literalmente de trás pra frente, ou seja, comecei a ler Cidade de Vidro (o volume três), depois li Cidade das Cinzas (volume 2) e agora, finalmente, li o volume um. Calma, não sou louca, o problema é que comprei o volume três 'acidentalmente' numa promoção, sem fazer ideia do que se tratava. Confesso: a capa me conquistou desde o primeiro momento e então, já que estava com um belo desconto, resolvi levá-lo para casa, e deu no que deu. Graças a isso, aqui estou comentando um dos acidentes mais agradáveis o que o mundo literário me proporcionou.
Apesar de ter lido os outros dois livros antes deste, fiquei ansiosa da mesma forma, suspirei do mesmo jeito e me vi entrelaçada na história como se não conhecesse os personagens já de longa data.
Cassandra Clare, em vários pontos, mostrou o seu lado escritora de fanfics sobre Harry Potter (que eu particularmente amo) e dá até uma noção de que se está lendo HP, mas isso não interfere na estória, apesar de ambas apresentarem magia, lobisomens  e outros personagens sobrenaturais.
A história começa quando Clary e seu amigo Simon ( que para mim tanto lembra o Rony Weasley...) vão a uma famosa boate novaiorquina, onde Clary vê garotos misteriosos acompanhados de uma bela garota de cabelos negros que cometem um crime. Se já não bastasse isso, somente ela, Clary, pode vê-los.
A história começa a desenrolar quando a mãe de Clary é sequestrada e então ela  passa a contar com a ajuda do belo e sarcástico Jace, um dos garotos misteriosos da boate, que a apresenta ao mundo dos Caçadores de Sombras, o Submundo e outros seres que nem a sua imaginação seria capaz de imaginar.
Nesta história cheia de reviravoltas, há aventura, amor, ação, suspense... Cidade dos Ossos é um romance sobrenatural que revoluciona esta categoria tão em alta, porém cheia de obras com o mesmo teor de mesmice.  
Leiam, em ordem, mas leiam! 
Segue aqui a sequencia dos volumes: Cidade dos OssosCidade das CinzasCidade de VidroCidade dos Anjos Caídos e Cidade das Almas Perdidas ( que ainda não foi lançado no Brasil).



3 de nov de 2012

Passaporte Carimbado

E hoje estreia um 'quadro' novo no Primeiros Erros. Trata-se do 'Passaporte Carimbado' e como você pode ter notado pelo próprio nome, falaremos sobre viagens, porque, afinal, nada melhor do que ser um eterno turista.
 Bem-vindos a bordo!




Cidade perfeita para quem gosta de pedalar, Amsterdã é a capital da Holanda e uma das mais encantadoras cidades europeias.
Além de passeios prazerosos de bike, pode-se conhecer a cidade através de saídas a bordo de um barco que navega pelos canais da cidade, ver os famosos moinhos e visitar a casa de Anne Frank. Para quem gosta de uma boa festa, Amsterdã abriga uma prestigiada casa de festas chamada Paradiso, localizada no local de uma antiga igreja, com seu exterior excepcionalmente belo, é o lugar ideal para quem gosta de música pop.
Não pode-se visitar esta cidade sem conhecer o Hortus Botanical Garden, o jardim botânico de Amsterdã,  um dos mais antigos do mundo, e sem contemplar o Vondelpark Amsterdam, o mais famoso parque da cidade.
Não podemos esquecer também das inúmeras igrejas, mundialmente conhecidas pela sua arquitetura e do Pathe Tuschinski , um monumental cinema situado entre as praças Rembrandt e Munt.

Você pode conferir mais informações aqui,  e aqui! 



Estou perdidamente apaixonada pela Holanda, e pensar naquele mar de tulipas e aqueles cenários de filme... Passaporte Carimbado para Amsterdã, urgentemente!
Qual é o destino dos seus sonhos? Comente!

31 de out de 2012

Que tal assistir?

31 de outubro. Dia das Bruxas. E para isso, trago uma lista de alguns filmes que merecem ser assistidos nesta data. Que tal assistir?


O corvo (baseado na obra de Edgar Allan Poe)

O escritor Edgar Alan Poe está na caça de um assassino serial que imita os crimes de seus contos e ainda sequestrou sua noiva Emily. Para ajudá-lo na investigação, o detetive Emmet assume o caso e pretende dar um fim aos terríveis assassinatos, que são seguidos de charadas criadas pelo criminoso que desafia a inteligência do autor num jogo de gato e rato.


Contos do Dia das Bruxas

O filme desenvolve quatro contos de horror que ocorrem de forma interligada, ambientados no mesmo bairro numa única noite de Dia das Bruxas. Um casal descobre o que acontece quando destroem uma abobora decorada para a data antes da meia-noite; o diretor de uma escola revela ser um assassino em série; uma jovem colegial pode ter conhecido o rapaz para perder sua virgindade; brincadeira conduzida por um grupo de adolescentes maldosos pode sair do controle; um ermitão é visitado por crianças a trás de doces ou travessuras.

Halloween - A Noite do Terror
Michael Myers é um psicopata que vive em uma instituição há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã. Porém, ele consegue fugir de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar seus crimes na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele.


O exorcista

Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída pelo demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina desta terrível possessão.

A Queda da Casa dos Usher (baseado na obra de Edgar Allan Poe)
O filme narra a história de Philip Winthrop, que chega à mansão Usher com o intuito de levar sua amada, Madeline, para a sua cidade. Chegando lá ele confronta-se com o irmão dela, Roderick, que vai revelando, um a um, os aterrorizantes segredos de sua família.

24 de out de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Como falar sobre Martha Medeiros sem expressar a palavra 'incrível'? Curtam esta resenha sobre o seu livro de crônicas Trem-bala !

Sinopse:  "Trem-bala" reúne mais de uma centena de textos de Martha Medeiros. Neles, a autora reflete sobre o que querem as mulheres, sobre relacionamentos virtuais, o fim da paixão nos tempos modernos, seus escritores, livros e neuras preferidas, sobre a rivalidade de um bom beijo versus uma transa insossa, e muito mais.



Minha opinião:
A vida realmente se passa como um trem-bala, ágil, cheia de pressa, como cita a escritora na crônica que dá título a este livro. E como é bom apertar o 'pause' para degustar as palavras de Martha Medeiros no meio deste mundo tão perturbado, onde tudo acontece velozmente.
A gaúcha em questão possui um inigualável dom de falar intimamente com o seu leitor, com uma simplicidade que não impede ninguém (independentemente da sua idade, sexo, status ou qualquer outro fator irrelevante para a leitura) de entender e sentir-se incluído na conversa.
Felicíssima fiquei quando deparei-me com algumas das minhas crônicas favoritas da autora presentes neste livro. "O contrário do amor"  e "As razões que o amor desconhece" são as duas melhores crônicas que já li na vida, sem sombra de dúvidas ( não que outras tantas que também estão neste livro não mereçam ser citadas, mas ficaríamos aqui horas e mais horas citando-a incansavelmente).

"Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca."

As 260 páginas são lidas com tanta facilidade que nas últimas crônicas você, cheio de pesar, tenta tardar o inevitável fim do livro... Toda esta resenha resume-se a uma palavra: leia! Mais do que recomendado! 





21 de out de 2012



Parece que tem acontecido mais raramente, ninguém sabe ao certo por que, mas, de repente, olha lá ele. O amor acontece quando quer, sem dar ouvidos a pedidos humanos, talvez porque seja inclemente, ou porque apenas obedeça a ordens superiores, ou porque esteja convicto daquilo que está fazendo. Alguém diz algo agradável e o amor acontece. Alguém diz um absurdo e o amor acontece. Alguém não diz nada e o amor acontece. Alguém toma uma atitude e o amor acontece. Alguém canta o amor e ele acontece. Ninguém está esperando e o amor acontece. Numa manhã meio nublada de uma data sem importância, em pleno sol de domingo, no dia da padroeira, embaixo de um temporal, em qualquer estação do ano, às margens do Tietê, do Capibaribe ou do Sena, não importa a ocasião, é no coração que o amor acontece. Na teimosia de uma tarde no escritório, no meio de uma reunião, de uma ligação, de um cafezinho, acontece de o amor vir para enxotar o tédio e trazer a noite às pressas. Entre dois adolescentes que ficam juntos numa festa, sem nenhum planejamento prévio, o “ficar” vai ficando premente, e o amor exige um namoro. Num vigésimo “alô”, quando uma voz sente vontade de falar mais, e eternamente, a despeito da conta telefônica, o impulso do amor cruza a linha de chegada. Na plateia do cinema, acontece vez por outra: uma cena desperta uma emoção, que desperta outra, e lá vem o amor provar que “a vida é amiga da arte”, como diz Caetano Veloso. Após um beijo casual, no fim de uma noite que parecia não ter futuro, duas mãos se entrelaçam com firmeza, e os corações se aquecem no aconchego do amor que acontece. No meio da pista lotada, o rapaz enlaça a moça, ele cheira a fumaça, ela cheira a lavanda, a música techno dá lugar a sinos, o DJ se transforma em Frei Lourenço e presencia o acontecimento. Na frente da televisão, a paixão, já fatigada, dá um último suspiro, mas outro sentimento surge, e é o amor acontecendo em seu feitio manso. Numa madrugada fria, debaixo de um cobertor, acontece o amor. Dentro de um carro estacionado, apesar do medo de assalto, acontece o amor. Atrás de um muro, no escuro, na moita, proibido de acontecer, ele não quer nem saber. Acontece com a pessoa certa ou com a pessoa errada, será que o amor descrê do erro? Acontece de acontecer de um lado só, provocando dor, mas se acontece de dois lados, como pode ser tão bom? Acontece de várias formas, seja em encontro escondido, seja em jantar esporádico, seja em vestido de noiva, seja em casas separadas, seja em cidades distantes, e às vezes se transforma, modificando crenças e planos. Seja como for, assim penso, vale a pena comemorar o acontecido. Acontece de durar um dia, uma noite, uma semana, um mês, um ano, uma década, uma vida, sem certificado de garantia, nem prazo de validade, ele e seus perigos, como um equilibrista no fio. E de repente, muitas vezes, o amor vai e desacontece sem que ninguém saiba o motivo. Mas isso é outra história, escrita por outro cronista.

Adriana Falcão 

16 de out de 2012

Que tal assistir?

Nada de comédias românticas hoje. Que tal assistir 'O Sequestro Do Metrô 123' ?
Sinopse: Walter Garber (Denzel Washington) é um executivo da companhia de metrô da cidade de Nova York que, devido a uma suspeita de suborno, foi rebaixado para a função de coordenador de tráfego. Quando um dos trens do metrô, o Pelham 1 2 3, é sequestrado por um misterioso grupo, é ele quem mantém contato com Ryder (John Travolta), líder dos sequestradores. Ryder exige que a prefeitura lhe pague US$ 10 milhões em uma hora, caso contrário matará um refém a cada minuto extra. A polícia envia à sede do metrô o negociador Camonetti (John Turturro), mas Ryder exige que Garber continue na função.

Mais detalhes: aqui;

10 de out de 2012

Resenha Literária

Mais um dose enorme de drama romântico, refiro-me ao livro Um Homem de Sorte, de Nicholas Sparks. Que tal conferir esta resenha?
Você encontrará a sinopse deste livro aqui!

Minha opinião: Mais um romancezinho cheio de clichês. Nicholas Sparks andou decaindo bastante no meu conceito. Cadê a genialidade que pode-se ver em A Última Música?
Aqui temos um ex-fuzileiro que atravessa o país atrás da garota que aparece numa fotografia por ele encontrada no Iraque e por incrível que pareça, ele encontra ela sim. Apaixona-se por Beth e aproxima-se de Ben (filho dela) e a partir daí, conhece toda a fúria de Clayton, o ex-marido da citada acima.
A leitura flui com facilidade, apesar de existirem alguns pontos bastante cansativos. O final é um tanto surpreendente, já que contrariou todas as minhas expectativas. 
Não chega ser um obra prima, mas é bem melhor do que O Melhor de Mim, livro este que decepcionou-me muito. 
Sparks envolve alguns temas novos, mas a essência continua a mesma. Mais um livro falando sobre um ex-combatente, sobre amor e destino.
Não tive a oportunidade de ver o filme, mas conforme comentários, ele é uma daquelas raras exceções em que temos uma obra cinematográfica melhor do que a literária.


8 de out de 2012



O que quer uma mulher

Um bebê nasce. O médico anuncia: é uma menina! A mãe da criança,
então, se põe a sonhar com o dia em que a sua princesinha terá um
namorado de olhos verdes e casará com ele, vivendo feliz para sempre.
A garotinha ainda nem mamou e já está condenada a dilacerar corações.
Laçarotes, babados, contos de fadas: toda mulher carrega a síndrome de
Walt Disney.
Até as mais modernas e cosmopolitas têm o sonho secreto de encontrar
um príncipe encantado. Como não existe um Antonio Banderas para todas,
nos conformamos com analistas de sistemas, gerentes de marketing,
engenheiros mecânicos. Ou mecânicos de oficina mesmo, a situação não
anda fácil. Serão eles desprezíveis? Que nada. São gentis, nos ajudam
com as crianças, dão um duro danado no trabalho e têm o maior prazer
em nos levar para jantar. São príncipes à sua maneira, e nós,
cinderelas improvisadas, dizemos sim! sim! sim! diante do altar; mas,
lá no fundo, a carência existencial herdada no berço jamais será
preenchida.
Queremos ser resgatadas da torre do castelo. Queremos que o nosso
pretendente enfrente dragões, bruxas, lobos selvagens. Queremos que
ele sofra, que vare a noite atrás de nós, que faça tudo o que o José
Mayer, o Marcelo Novaes e o Rodrigo Santoro fazem nas novelas.
Queremos ouvir "eu te amo" só no último capítulo, de preferência num
saguão de aeroporto, quando ele chegará a tempo de nos impedir de
embarcar.
O amor na vida real, no entanto, é bem menos arrebatador. "Eu te amo"
virou uma frase tão romântica quanto "me passa o açúcar". Entre
casais, é mais fácil ouvir eu "te amo" ao encerrar uma ligação
telefônica do que ao vivo e a cores. E fazem isso depois de terem se
xingado por meia-hora. "Você vai chegar tarde de novo? Tenha a santa
paciência, o que é que você tanto faz nesse escritório? Ontem foi a
mesma coisa, que inferno! Eu é que não vou prepar o jantar para você
às dez da noite, te vira. Tchau, também te amo." E batem o telefone
possessos.
Sim, sabemos que a vida real não combina com cenas hollywoodianas.
Sabemos que há apenas meia dúzia de castelos no mundo, quase todos
abertos à visitação de turistas. Sabemos que os príncipes, hoje, andam
meio carecas, usam óculos e cultivam uma barriguinha de chope. Não são
heróicos nem usam capa e espada, mas ao menos são de carne e osso, e a
maioria tentaria nos resgatar de um prédio em chamas, caso a escada
magirus alcançasse o nosso andar. Não é nada, não é nada, mas já é
alguma coisa.
Dificilmente um homem consegue corresponder à expectativa de uma
mulher, mas vê-los tentar é comovente. Alguns mandam flores, reservam
quarto em hotéizinhos secretos, surpreendem com presentes, passagens
aéreas, convites inusitados. São inteligentes, charmosos, ousados,
corajosos, batalhadores.
Disputam nosso amor como se estivessem numa guerra, e pra quê? Tudo o
que recebem em troca é uma mulher que não pára de olhar pela janela,
suspirando por algo que nem ela sabe direito o que é.
Perdoem esse nosso desvio cultural, rapazes. Nenhuma mulher se sente
amada o suficiente.
Martha Medeiros