26 de set de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Incrível é pouco para definir todas as emoções que O Caçador de Pipas é capaz de proporcionar. E não é à toa que faz parte do grupo seleto de favoritos da minha estante. Vamos à resenha?

Sinopse: 
 O caçador de pipas é considerado um dos maiores sucessos da literatura mundial dos últimos tempos. Este romance conta a história da amizade de Amir e Hassan, dois meninos quase da mesma idade, que vivem vidas muito diferentes no Afeganistão da década de 1970. Amir é rico e bem-nascido, um pouco covarde, e sempre em busca da aprovação de seu próprio pai. Hassan, que não sabe ler nem escrever, é conhecido por coragem e bondade. Os dois, no entanto, são loucos por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de caubói americanos e pipas. E é justamente durante um campeonato de pipas, no inverno de 1975, que Hassan dá a Amir a chance de ser um grande homem, mas ele não enxerga sua redenção. Após desperdiçar a última chance, Amir vai para os Estados Unidos, fugindo da invasão soviética ao Afeganistão, mas vinte anos depois Hassan e a pipa azul o fazem voltar à sua terra natal para acertar contas com o passado.




Minha opinião: 
 Há algum tempo atrás, uma pessoa indicou-me o livro A Cidade do Sol , garantindo que eu o adoraria. O que é bem verdade, mas, incrivelmente, O Caçador de Pipas conseguiu me encantar mais. Khaled Hosseini escreve como ninguém e possui uma capacidade ímpar de emocionar.  O Caçador de Pipas conta a amizade entre Amir e Hassan. Amir é um menino rico, porém sem caráter e Hassan, que apesar de todas as dificuldades, preso a sua condição de subordinação, tem uma inigualável coragem e lealdade. E este é o ponto principal do livro e o elo entre os dois personagens: a lealdade. Até onde você iria em nome de uma amizade? É aqui que se encaixa a frase que tornou-se célebre: " Por você, eu faria isso mil vezes", dita por Hassin. Com o passar das páginas, o leitor chega a odiar Amir, que humilha diversas vezes o seu amigo, e que faz questão de mostrar a sua posição social. Com o prosseguimento da leitura, vê-se um surpreendente desenrolar da trama, cheio de reviravoltas, dignas do bom livro que é.  Mais do que uma obra , O Caçador de Pipas é uma lição, daquelas que tardam a sair das nossas mentes. Um verdadeiro "tapa na cara" de quem se acomoda com romances clichês; Khaled Hosseini mostra o Afeganistão com o olhar de alguém que, mais do que descrever, viveu aquilo. Uma história sobre destino, arrependimentos, lealdade, amizade e perdão. Figura certa entre os meus livros favoritos, é daqueles que você precisa ler com um papel e uma caneta ao lado, porque, certamente, vai querer anotar algum trecho. Enfim, se tiver a oportunidade de lê-lo: não hesite. É com certeza um dos melhores romances da literatura atual.
“Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação do roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida, está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos o direito de ter um pai. Quando você mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando você trapaceia, está roubando o direito à justiça. Entende? Não há ato mais infame que roubar.”

Mais informações: aqui;

22 de set de 2012

Que tal assistir?

Hoje lhes indico um drama, que tem como temática a Segunda Guerra Mundial: "O Menino do Pijama Listrado". Que tal assistir?
Alemanha, Segunda Guerra Mundial. O menino Bruno, de 8 anos, é filho de um oficial nazista que assume um cargo importante em um campo de concentração. Sem saber realmente o que seu pai faz, ele deixa Berlim e se muda com ele e a mãe para uma área isolada, onde não há muito o que fazer para uma criança com a idade dele. Os problemas começam quando ele decide explorar o local e acaba conhecendo Shmuel, um garoto de idade parecida, que vive usando um pijama listrado e está sempre do outro lado de uma cerca eletrificada. A amizade cresce entre os dois e Bruno passa, cada vez mais, a visitá-lo, tornando essa relação mais perigosa do que eles imaginam. 

20 de set de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Bom dia, meus anjos! Devo pedir desculpas pela demora em escrever esta resenha, mas acá estamos! Já postei aqui no " Que tal assistir?" o trailer do filme Água Para Elefantes e agora teremos a resenha do livro do qual o filme foi baseado. Quer conferir?

Sinopse 

Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora.
Aos 23 anos, Jacob era um estudante de veterinária. Mas sua sorte muda quando seus pais morrem num acidente de carro. Órfão, sem dinheiro e sem ter para onde ir, ele deixa a faculdade antes de prestar os exames finais e acaba pulando em um trem em movimento - o Esquadrão Voador do circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra.
Admitido para cuidar dos animais, Jacob sofrerá nas mãos do Tio Al, o empresário tirano do circo, e de August, o ora encantador, ora intratável chefe do setor dos animais.
É também sob as lonas dos Irmãos Benzini que Jacob vai se apaixonar duas vezes: primeiro por Marlena, a bela estrela do número dos cavalos e esposa de August, e depois por Rosie, a elefanta aparentemente estúpida que deveria ser a salvação do circo.
"Água para Elefantes" é tão envolvente que seus personagens continuam vivos muito depois de termos virado a última página. Sara Gruen nos transporta a um mundo misterioso e encantador, construído com tamanha riqueza de detalhes que é quase possível respirar sua atmosfera.


Minha opinião:

Sara Gruen foi felicíssima no quesito escolha de tema. Até então, nunca tinha lido e sequer ouvido falar  um livro com a temática circense. O que me encantou, e muito. 
A história começa a ser contada por Jacob Jankowski  'de trás pra frente', ou seja, nos seus momentos finais de vida, Jacob vê o circo chegar a sua cidade e começa a relembrar as suas tragédias pessoais e a vida sob uma tenda. E que vida dura, em? Através desta obra, pode-se observar o cotidiano de diversos artistas e trabalhadores de um circo e a luta do Irmãos Benzini para sobreviver à depressão econômica que se instalou nos Estados Unidos na década de 1930.
Jacob, estudante de medicina veterinária, perde seus pais num acidente e resolve abandonar tudo. Sua futura carreira,  a casa da família (que estava hipotecada, dinheiro este que serviu para auxiliar nos estudos do rapaz), uma, quem sabe, futura namorada e sai vagando pelos trilhos do trem, até avistar um locomotiva e, por que não?, pular para dentro dela. A partir deste momento observamos o desenrolar da história que tem direito a uma tradução bem feita, que, porém, preservou a maioria dos palavrões e não amenizou nenhuma cena quente. Assim que o rapaz vê Marlena, esposa August, apaixona-se perdidamente e desde então, ambos vivem um amor irracional em meio ao medo de serem descobertos pelo vilão da história. Mesclado a tudo isso, vemos como Rosie, a elefanta, chega ao circo e desempenha um papel fundamental para o final feliz deste romance.
Entrelaçando as recordações do velho Jacob, temos o seu dia-a-dia numa casa para idosos e todos os seus esforços para manter sua memória o quanto menos intacta. 
É um livro emocionante. Você respira o drama do início ao fim, e que fim! Cheio de reviravoltas, merece ser lido. Porém, assisti o filme primeiro e penso que ele (não me crucifiquem!) seja um tanto melhor que o livro, principalmente no quesito linguagem. Acredito que poderiam ter nos poupado de algumas obscenidades desnecessárias. Mas merece um 8 numa escala de 10; É perfeito para quem, como eu, gosta de circo e de um bom romance dramático, bem estruturado. 
Por fim, como a autora mesma diz,  A vida é o maior espetáculo da Terra"



Mais informações: aqui;

15 de set de 2012

Que tal assistir?

Um pouco de fantasia para este sábado à noite? Que tal assistir A Bússola de Ouro ?
Sinopse:  No universo de Lyra, todas as pessoas têm o seu "dimon", uma manifestação externa de sua própria alma em forma animal, cada um com uma personalidade distinta. Sua vida tranqüila acaba sendo modificada quando ela descobre a existência de uma substância misteriosa chamada "pó", que parece ter um estranho efeito nas crianças e que as autoridades religiosas estão convencidas de que representa o mal. Seguindo o misterioso Lorde Asriel, seu benfeitor, Lyra parte para o norte em busca de uma resposta. Em Londres, ela descobre que diversas crianças estão desaparecendo sem deixar pista - incluindo Roger, seu melhor amigo. Com a ajuda de um instrumento ancestral, uma espécie de bússola de ouro, Lyra embarca em uma aventura que pode mudar o mundo para sempre.


12 de set de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Há tempos venho devendo essa resenha para vocês, mas, como dizem, antes tarde do que nunca! Com vocês, mais um livro do Sparks, O Melhor de Mim .

Você encontrará a sinopse e outros comentários sobre esta obra aqui!


Minha opinião: Previsível é um título adequado para este livro. Nicholas Sparks, utilizando a sua linguagem de sempre (que intercala o ponto de vista de diversos personagens do enredo), não conseguiu me comover, infelizmente. Depois de derramar lágrimas e mais lágrimas lendo A Última Música, em momento algum em O Melhor de Mim tive uma reação assim.
Temos aqui um romance improvável, que leva o preconceito como um dos empecilhos para o desenvolvimento desse amor.
Este é um livro um tanto lento, narrado com tempo psicológico e bastante óbvio. Contrariando a opinião da maioria das pessoas que leram este livro, não me apaixonei por ele. É sim bastante reflexivo, aborda temas como o alcoolismo e o câncer, temas estes que entrelaçam-se na história e são fatores que foram pesados durante as decisões dos personagens. E mais uma vez temos o destino como bordador desta história. A questão que permanece elíptica durante todo o tempo é o " e se...?" E se ela tivesse ficado com ele? E se eles tivessem fugido? E se ele não tivesse cometido um crime? E se, e se, e se... Sim, é a dúvida que mata.
As cartas de Tuck, amigo do casal, dão um ar mais romântico ainda ao desenrolar do reencontro de Dawson e Amanda. É ele, o anjo salvador  do rapaz, que arma esse encontro, passados 20 anos desde o rompimento da relação.
A ação do livro reserva-se para o final, quando Dawson confronta seu passado e tenta corrigir seus erros.
É um romance bem parecido com os demais do autor, repetitivo, eu até ousaria dizer. Mas, como sempre, é bom lembrar que para os fãs de um bom drama, Nicholas Sparks é um prato cheio.
Lerei 'Um Homem de Sorte' e aguardarei pelas reviravoltas que o autor planeja para mais esta estória. E tomara que ela me sensibilize tanto quanto os demais livros do autor, tirando O Melhor de Mim desta lista, é claro.

9 de set de 2012

Registros de um instante qualquer...


09 setembro de 2012

E hoje acordei, pensando em tudo. Naquilo que não fiz. No que escrevi e ninguém leu. Panoramas nunca vistos, viagens não feitas, palavras jamais pronunciadas, filmes, livros, fotografias, perfumes,cores... 
Qual é o propósito da vida, se não esse? Descortinar-se, descobrir-se, redescobrir-se.
 Desperte. Saia desse transe sempiterno. Dê uma festa! Você está aqui, respirando, pirando, quer um motivo melhor? Festeje! Num dia você tropeça, no outro levanta. Rebele-se. Dance a sua música favorita, cante a plenos pulmões. Comemore, você está de pé. Substitua os desleais. Não se acomode! Brinque debaixo da chova, passeie sob o sol. Tranque todo pseudo-relacionamento. Barre tudo que te faça infeliz. Viva!
Abandone os velhos conceitos, esqueça tudo que lhe aborrece, afinal, queixar-se da vida é pretexto de perdedor.


7 de set de 2012

Que tal assistir?

Para este feriado, trago hoje um clássico da Disney: A Dama e o Vagabundo. Que tal assistir?
Sinopse: Uma aristocrata conhecida como “Querida” ganha do seu esposo Jim uma cadelinha da raça Cocker spaniel americano, a quem dá o nome de Lady. O animal cresce e passa a ser uma cadela com pedigree. Enquanto isso, Vagabundo é um cachorro de rua, sem raça que conta com a sua astúcia e os seus amigos para sobreviver. “Querida” fica grávida e, com isso, Lady passa a se sentir em segundo plano. Amparada pelos amigos Fiel, Caco, e Joca, ela tenta se confortar com a nova fase de sua vida – justamente quando Vagabundo, um cão que costuma passear pelas ruas da cidade, cruza sua vida. Até que a Lady conhece o bebê e assim recebe de volta seu tratamento, amando o mesmo. Um dia, Jim e a sua esposa viajam, deixando “Tia Sarah”, dona de dois gatos malvados , tomando conta do bebê. Lady fica na sala, com seus arteiros gatos siameses, Si e Ão. Os gatos fazem uma grande confusão e culpam a cadela. Quando Tia Sarah vai leva-la para colocar uma focinheira Lady foge e se perde na cidade e vai depender de Vagabundo para ajudá-la a voltar para os seus donos humanos.

4 de set de 2012

Dica de Leitura + Resenha

Martha Medeiros, o que falar dela? 'Tudo que eu queria te dizer' é o livro de título instigante que acabei de ler há algumas semanas. Que tal conferir mais esta resenha?

Sinopse:
O que você sempre quis dizer a alguém - e nunca teve coragem? O que precisa falar de uma vez por todas - mas desiste, espera, até chegar o momento mais apropriado? Em Tudo que eu queria te dizer , Martha Medeiros encarna personagens que assinam cartas reais, trágicas, por vezes cômicas, devastadas por sua dor. Em comum, as personagens deste livro têm a verdade de quem atravessa um ponto de virada em suas vidas e resolve colocar as cartas na mesa. Mestre na capacidade de nos emocionar, de forma simples e direta, a gaúcha Martha Medeiros concebeu Tudo que eu queria te dizer como um livro de contos, estruturados de forma independente. Na forma de cartas, Martha revela com delicadeza os dramas das personagens. Como a amante que escreve à mulher traída, a filha que relata a emoção de ser mãe à avô ausente, o jovem motorista que escreve à mãe do amigo morto num acidente de automóvel, ou a viúva saudosa que se dirige ao marido morto. Perdão, vingança, alívio, um pouco de nós está em cada uma dessas vozes, que expressam através de cartas uma confissão ou o exorcismo de nossos demônios. 

Minha opinião:
Com um título desses, me joguei em 'Tudo que eu queria te dizer' cheia de expectativas, e, infelizmente, ele acabou me frustrando. É de longe o livro que menos gostei da Martha, mas, mesmo assim, supera diversos escritores já lidos.
A cada novo capítulo somos apresentados a uma nova carta (cartas essas que compõem o livro inteiro, porém, não há qualquer ligação entre nenhuma delas), e a cada novo escrito temos desabafos distintos, linguagens díspares e vidas diferentes. É como estar espiando pela porta de um consultório de um psicólogo durante o dia inteiro. Você dá de cara de pessoas felizes, outras solitárias e, outras ainda, desesperadas, cada qual com suas peculiaridades e demônios internos.
O livro é inovador, sem dúvida alguma, mas algumas das cartas são paradas, 'fracas' e os temas se repetem, volte e meia, meio que inconscientemente. Quando a obra num todo atingi seu clímax, você repara que o livro está acabando ou então já terminou, o que é uma pena. Martha guardou, sabiamente, as melhores cartas para o final, para dar um gostinho de quero mais, para fechar com chave de ouro.
Apesar de não ter me sensibilizado tanto quanto "Divã", 'Tudo que eu queria te dizer' é um bom livro, como eu já disse, mas não chega aos pés de outros títulos dela.
Desta leitura fica a lição: não vá ao copo com tanta sede. Lerei os demais livros da autora, mas sem tantas expectações. Deixarei a escritora me seduzir com o acaso, acaso este que ela descreve tão bem e que me fez elevá-la ao posto de uma das minhas escritoras prediletas.

Mais informações e outras resenhas sobre esse livro aqui.

1 de set de 2012

Que tal assistir?

Bem-vindo, setembro! Depois de um agosto tão longo, porém extremamente bom, temos este nono mês que começa hoje e já invade o cotidiano com suas flores. 
Falando em coisas boas, aqui está uma dica que envolve três coisas realmente maravilhosas: França, vinho e amor. Que tal assistir "Um Bom Ano" ?

Sinopse:

Aos 11 anos, Max Skinner (Freddie Highmore) é cuidadosamente educado na arte de saborear vinhos por seu tio Henry (Albert Finney), dono de um vinhedo na França. Adulto, Max (Russell Crowe) torna-se um bem-sucedido homem de negócios em Londres, sem qualquer tempo para degustações mais duradouras. Certo dia Max recebe a notícia de que Henry morreu, deixando-o como único herdeiro. Prevendo bons negócios, resolve fazer uma rápida viagem para visitar a nova propriedade. Mas, uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância.
 Mais informações e detalhes: aqui;